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quarta-feira, junho 16, 2021
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DISCURSO MAIS IMPORTANTE DE TRUMP E O ESTRANHO COMPORTAMENTO DA IMPRENSA

A postura da mídia expõe ainda mais seu viés e sua cumplicidade nesse processo todo aparentemente fraudulento

Texto e análise de Rodrigo Constantino sobre um dos discursos mais importantes na história dos Estados Unidos

Acordo com certa frequência na madrugada, hábito que ficou mais enraizado por ossos do antigo ofício. Hoje abri os olhos às quatro da manhã, e curioso feito minha gatinha, resolvi dar uma checada no celular para ver se tinha algo importante. 

Vi uma mensagem de uma jornalista aqui da Flórida, que cuida da comunicação de um escritório de imigração cuja sócia já entrevistei para meu canal. Ela pedia desculpas pelo avançado da hora e perguntava se eu tinha escrito algo sobre o discurso de Trump. Estava revoltada com a reação da imprensa.

Eu sequer tinha visto o discurso, pois tive um dia lotado nesta quarta, emendando uma entrevista após minha live, com a coluna de uma revista no meio. Ali eu já sabia que não voltaria a dormir. Procurei o discurso, que tem algo como 40 minutos. E, ainda deitado, passei a escutar com atenção cada palavra do presidente americano.

Ele abre dizendo que talvez esse seja seu mais importante discurso. Difícil discordar. O que Trump apresenta, nos minutos seguintes, são vários indícios de fraudes eleitorais, coisas muito esquisitas, que levantam grande suspeita sobre a lisura do processo. Sua equipe de advogados, liderada pelo ex-prefeito Rudy Giuliani, já tinha apresentado alguns desses dados. Mas quando o próprio presidente joga, um após o outro, fatos bastante incômodos sobre essa eleição peculiar, não dá para ignorar.

Foi exatamente o que a imprensa escolheu fazer, porém, desqualificou tudo como “Fake News”, discurso de mau perdedor, e ponto final, bola para frente. Essa postura da mídia expõe ainda mais seu viés e, ainda pior, sua cumplicidade nesse processo todo aparentemente fraudulento. 

A pandemia forneceu o pretexto perfeito para os democratas adotarem um modelo de voto por correio sem precedentes e sem paralelo. Não houve o dia da eleição, mas sim dias, semanas! Na Europa, aponta Trump, de 48 países somente dois permitem votos por correio para o povo que reside no país. Nos Estados Unidos de 2020, foram dezenas de milhões que receberam seus votos pelo correio, independentemente de qualquer checagem, até mesmo se estão vivos, let alone a identidade.

Na hora de votar, vários descobriram que “já tinham votado”. Nos casos apurados, invariavelmente eram votos para Trump que foram parar em Joe Biden. Votos que chegavam aos montes em cima ou mesmo depois da hora final, e que também tinham a estranha característica de serem quase todos a favor do democrata, mudaram de forma abrupta o resultado no meio da madrugada, em estados importantes e indefinidos. Trump mostrou dois gráficos, de Michigan e Pensilvânia, e é impossível considerar aquilo normal.

Relatos de que fiscais foram impedidos de acompanhar a apuração também abundam. Trump ainda falou da empresa de software dos votos eletrônicos, a Dominion, que de fato levanta mais suspeitas. Ele exortou a nação a retomar votos apenas no papel. Pode levar mais tempo para averiguar, mas é mais garantido.

Trump disse que não tem problema com a derrota, desde que seja justa. O mais preocupante, alerta, é a descrença no sistema por parte de milhões de americanos, e pesquisas apontam justamente isso como resultado desse processo inusitado e suspeito. O que os republicanos desejam é contar os votos válidos e descartar os inválidos, para fazer valer o poder soberano do povo. 

Apelar nas cortes é um direito legal e constitucional do presidente, e os democratas já fizeram isso no passado, mas agora repetem que isso é “golpe”, sendo que ficaram quatro anos martelando que Trump era presidente ilegítimo por conta de um suposto conluio com russos, que jamais foi provado, mesmo depois de quase cinquenta milhões de dólares gastos do pagador de impostos e centenas de pessoas intimadas a depor.

O duplo padrão da mídia e dos democratas – o que hoje viraram sinônimos – só joga mais lenha na fogueira. Não dá para levar a sério a revolta com a “ameaça institucional” que vem de quem quer abolir o Colégio Eleitoral, empacotar a Suprema Corte para reverter a maioria conservadora, criar novos estados para diluir a presença republicana, usar o IRS (Receita Federal) para perseguir adversários etc. Os democratas chegaram a aprovar um impeachment sem qualquer fundamento, mas golpista é Trump?!

Os democratas nunca engoliram a vitória de Trump em 2016, e parecem dispostos a tudo para resgatar o poder. O partido se tornou um antro de radicais e corruptos, influenciados por figuras como Saul Alinksy, que ensinava seus alunos a roubar, a enganar, e a fazer o diabo para ter poder. Diante de tudo que sabemos, acusar de paranoia e teoria da conspiração a denúncia de fraude eleitoral é bizarro.

Pode ser difícil comprovar cada caso a ponto de reverter o resultado final. Eis o enorme desafio dos republicanos. Mas daí a rechaçar os vários indícios e repetir que “não houve fraude” vai uma longa distância, aquela que separa o analista do torcedor cúmplice. E mergulhar nisso não é do interesse apenas do futuro, para que algo similar não se repita. É do interesse do presente também, pois não é aceitável tirar um presidente de forma irregular.

Não houve qualquer “onda azul”, os democratas perderam cadeiras na Câmara, não conseguiram tomar o Senado, e mesmo assim vamos engolir que Trump, que liderou essas campanhas republicanas pelo país, perdeu para Biden, que teve mais votos do que Obama?! Joe Biden, apagado, que tem uma fração do número de seguidores de Obama nas redes sociais, foi o presidente mais votado da história da nação? Sério, turma?!

Quem quer deixar isso para lá e seguir adiante não quer fortalecer as instituições, quer eliminar Trump. Mas o ódio ao presidente é mau conselheiro. Não se pode julgar com o fígado. São muitos sinais de problemas nessa eleição, que não podem simplesmente ser ignorados. Ao menos não por quem valoriza mais o processo em si do que o resultado pontual.

Texto e opinião por Rodrigo Constantino, jornalista e escritor.

Acompanhe mais sobre o jornalista em seu canal no YouTube e programa TUDO CONSTA:

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